Quanto custa criar uma app em Portugal?
Atualizado em Setembro de 2026
O custo de uma app depende do que ela tem de fazer, não do facto de ser uma app. Este guia explica o que faz o valor subir ou descer, que custos continuam depois da publicação nas lojas, e o que perguntar antes de aceitar uma proposta.
Porque é que não há um preço fixo para uma app?
Porque duas apps com o mesmo aspeto podem dar trabalhos muito diferentes. Uma app que mostra informação e recebe pedidos é uma coisa; uma app com contas de utilizador, pagamentos, notificações e ligação ao sistema de gestão da empresa é outra. O que se paga é o que acontece por trás dos ecrãs, e isso só se sabe depois de perceber o que a app tem de resolver.
Por isso, desconfie de um preço dado antes de alguém lhe fazer perguntas. Ou está a adivinhar, ou está a vender uma app genérica com o seu logótipo.
O que faz o preço de uma app subir ou descer?
Seis coisas pesam mais do que todas as outras: o número de ecrãs e de percursos diferentes; se há contas de utilizador e perfis com permissões distintas; se há pagamentos dentro da app; as integrações com sistemas que a empresa já usa, como faturação ou calendário; o painel de gestão do lado da empresa; e funcionalidades do telemóvel, como notificações, câmara, localização ou uso sem rede.
O painel de gestão é o custo que mais se esquece. Quase todas as apps precisam de um sítio onde a empresa muda conteúdos, vê pedidos ou gere utilizadores, e esse sítio é um segundo produto, com o seu próprio trabalho.
Ter a app em iPhone e em Android também conta. Quando não há razão para esperar, faz-se para os dois; quando o público está quase todo num sistema, pode fazer sentido começar só por esse.
Que custos continuam depois de a app estar publicada?
Uma app não termina no dia em que chega à loja. Há as contas de programador na App Store e no Google Play, que têm taxas próprias publicadas pela Apple e pela Google; o servidor onde vivem os dados e o painel de gestão; e, sobretudo, as atualizações.
Cada versão nova do iOS e do Android obriga a acertos. Uma app sem manutenção não fica igual: começa a falhar, e as lojas acabam por a retirar. Quando comparar propostas, compare também o que cada uma inclui depois do lançamento.
Como se reduz o custo sem estragar a app?
Começando pelo essencial. A primeira versão deve fazer bem a coisa que justifica a app existir, e o resto entra depois, quando se sabe como as pessoas a usam. Uma app que tenta fazer tudo à primeira demora mais, custa mais e é usada menos.
Um protótipo clicável antes de programar é a outra poupança. Mudar um ecrã num protótipo custa minutos; mudá-lo numa app construída custa dias.
O que perguntar antes de aceitar uma proposta?
Em nome de quem ficam as contas das lojas e o código? O que está incluído depois do lançamento, e o que é cobrado à parte? Como são feitas as atualizações quando sai uma versão nova do iOS ou do Android? O projeto é dividido em fases, com versões para experimentar pelo caminho? E o que acontece se um dia deixar de trabalhar com quem a fez?
Uma proposta que responde a estas perguntas por escrito vale mais do que uma mais barata que não responde.
E na Quadrix, como é feito o orçamento?
Pelas mesmas contas deste guia. Primeiro percebemos o que a app tem de fazer e para quem; depois propomos uma primeira versão e as fases seguintes, com o que cada uma inclui e quanto custa. O pedido de orçamento é gratuito e respondemos em um dia útil.


