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App web ou app nativa: qual escolher para o seu negócio

Uma app não tem de estar na App Store para ser útil. Este artigo compara apps web (PWA), apps nativas e multiplataforma, e ajuda a decidir com base no que a app tem de fazer, não na moda.

Por Bernardo SilvaPublicado a 4 min de leitura

Quando uma empresa decide "fazer uma app", a primeira imagem é quase sempre um ícone na App Store. Mas há mais do que uma forma de pôr uma aplicação no telemóvel dos clientes ou da equipa, e a escolha muda o custo, o prazo e o que a app consegue fazer.

A resposta curta: se a app precisa de estar nas lojas, usar a fundo a câmara, a localização ou o funcionamento sem rede, ou ser usada todos os dias, escolha uma app nativa ou multiplataforma. Se é sobretudo consulta e formulários, usada de vez em quando, uma app web pode chegar e custa menos.

Os três tipos de app, em linguagem simples

App web (incluindo PWA)

É um site feito para se comportar como uma app. Abre no browser e, no caso das PWA (Progressive Web Apps), pode ser "instalada" no ecrã principal, com ícone próprio e a abrir em ecrã inteiro. Não passa pela App Store nem pelo Google Play: partilha-se com uma ligação.

App nativa

É feita especificamente para iPhone (iOS) e para Android, com as ferramentas de cada sistema. Instala-se a partir das lojas e tem acesso total ao telemóvel: câmara, localização, Bluetooth, sensores, notificações e funcionamento sem rede.

App multiplataforma

É o meio-termo mais comum hoje: uma só base de código que dá origem às apps de iPhone e de Android, publicadas nas lojas. Tecnologias como React Native ou Flutter permitem isto. Na prática, para a maioria das apps de empresa, o resultado é indistinguível de uma app nativa, com menos trabalho do que fazer duas apps separadas.

As diferenças que contam na decisão

App web / PWAMultiplataformaNativa (duas apps)
Está na App Store e no Google PlayNãoSimSim
Uma base de códigoSimSimNão, uma por sistema
Câmara, localização, BluetoothParcial, depende do browserSimSim
Funciona sem redeLimitadoSimSim
Notificações no iPhoneSó se instalada no ecrã principalSimSim
AtualizaçõesImediatas, sem lojaPela loja (algumas sem loja)Pela loja
Custo inicialMais baixoMédioMais alto

Dois pormenores que costumam surpreender:

  • Notificações no iPhone. Desde o iOS 16.4, as apps web adicionadas ao ecrã principal podem enviar notificações, mas só depois de a pessoa instalar a app e dar autorização com um toque. Uma app web aberta só no Safari não as recebe. Está documentado pela equipa do WebKit, nas fontes no fim do artigo.
  • Custos das lojas. Publicar na App Store exige a inscrição no Apple Developer Program, que é paga todos os anos; o Google Play cobra uma taxa de registo única. Os valores atuais estão nas páginas oficiais da Apple e da Google, nas fontes. Numa app web, este custo não existe.

Quando escolher cada uma

Uma app web costuma chegar quando…

  • A app serve sobretudo para consultar informação ou preencher formulários.
  • É usada de vez em quando, não todos os dias.
  • Os utilizadores são a equipa interna, a quem se pode enviar uma ligação.
  • O orçamento é curto e é preciso validar a ideia antes de investir mais.

Uma app multiplataforma ou nativa compensa quando…

  • A app tem de estar nas lojas, porque é aí que os clientes a procuram ou porque dá credibilidade.
  • Depende do telemóvel: câmara, leitura de códigos, localização, Bluetooth.
  • Tem de funcionar sem rede e sincronizar depois. É o caso típico das equipas de terreno.
  • As notificações são parte central do serviço: lembretes, estados de encomenda, marcações.
  • É usada todos os dias e a experiência tem de ser rápida e fluida.

E nativa «pura», com duas apps separadas?

Faz sentido em casos mais raros: jogos, edição de vídeo, apps com exigências muito específicas de desempenho ou que dependem de funcionalidades novas do sistema assim que saem. Para a maioria das apps de empresa (marcações, encomendas, área de cliente, registos no terreno), a multiplataforma dá o mesmo resultado com metade das bases de código para manter.

Um caminho que muitas empresas seguem

Não é obrigatório decidir tudo à partida. Um percurso comum:

  1. Começar pelo essencial, com uma app web ou uma primeira versão multiplataforma com poucas funcionalidades.
  2. Pôr nas mãos de utilizadores reais e ver o que usam de facto.
  3. Investir no que se provou útil: publicar nas lojas, acrescentar notificações, funcionamento sem rede.

O importante é que a primeira versão seja construída de forma a poder crescer, para não ter de deitar fora o trabalho feito. Explicamos as etapas no guia como criar uma app.

Perguntas a fazer antes de decidir

  • Os utilizadores vão procurar a app na loja, ou vão recebê-la por ligação?
  • Que partes do telemóvel a app tem de usar?
  • Tem de funcionar sem rede?
  • Quantas vezes por semana vai ser aberta?
  • Quem vai manter a app depois do lançamento, e com que orçamento?

As respostas a estas perguntas decidem mais do que qualquer comparação genérica.

Em resumo

  • App web/PWA: mais barata e rápida, sem lojas, boa para consulta e uso ocasional.
  • Multiplataforma: uma base de código, presente nas lojas, com acesso ao telemóvel. É a escolha certa para a maioria das empresas.
  • Nativa com duas apps: para casos de desempenho ou funcionalidades muito específicas.

Para perceber como se forma o preço de cada opção, leia quanto custa uma app, e veja o que inclui o desenvolvimento de apps na Quadrix.

Bernardo Silva

Fundador da Quadrix. Desenvolve websites, software à medida e apps para empresas desde 2020.

Fontes

A Sua app, no Telemóvel dos Seus Clientes.

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